Foram mais de dois anos desde o início de uma longa caminhada que passou pelo concurso público, diversas etapas de seleção e, por fim, meses de uma intensa formação. Na noite de quinta-feira (10), chegou o momento de trocar a condição de recruta pela responsabilidade de uma nova missão: proteger e cuidar da população de Cotia.
O Teatro Municipal Regente Antonio Pio ficou lotado para acompanhar a formatura dos 75 novos agentes da Guarda Civil de Cotia, sendo 59 homens e 16 mulheres. Familiares, amigos, integrantes da GCM, autoridades municipais e representantes das forças de segurança acompanharam uma cerimônia marcada pela emoção e pelo simbolismo.
Representantes das Guardas Civis de municípios como Osasco, São Paulo, Vargem Grande Paulista, Carapicuíba, Itapevi e Ibiúna também prestigiaram a solenidade, além de representantes das Polícias Civil e Militar, secretários municipais e outras autoridades.
A cerimônia começou com a revista à tropa feita pelo prefeito Welington Formiga e pelo secretário municipal de Segurança Pública, Fabrício Dourado. Durante a solenidade, também foram homenageados os guardas que se destacaram ao longo do curso de formação: GCMs Alessandra, Áurea e Bertuol.
“Prometo proteger a população de Cotia”
Um dos momentos mais solenes da noite foi o juramento dos novos guardas, conduzido pela comandante da GCM, Isabel Casaçola. Diante de familiares, autoridades e dos futuros companheiros de corporação, os formandos assumiram o compromisso de respeitar a hierarquia e as autoridades constituídas e proteger a população de Cotia, mesmo com o sacrifício da própria vida.
Mais do que palavras repetidas em uma cerimônia, o compromisso representa a dimensão da responsabilidade que os novos agentes passam a assumir nas ruas da cidade.
O secretário de Segurança Pública, Fabrício Dourado, lembrou aos formandos que o trabalho de um guarda civil vai muito além do patrulhamento.
“Ser guarda civil municipal não significa apenas patrulhar ruas ou preservar patrimônios públicos. Significa estar próximo das pessoas, olhar para o cidadão e enxergar não apenas uma ocorrência, mas uma vida, uma família, uma história”, afirmou.
Segundo ele, muitas vezes serão esses profissionais os primeiros a chegar quando alguém estiver com medo ou precisando de ajuda.
“É exatamente nesse momento que a sociedade espera de vocês preparo, coragem e humildade. Respeitem para serem respeitados, tenham coragem sem abrir mão da prudência, cumpram a lei com determinação e tenham sempre em mente que, por trás de cada situação, existem pessoas”, completou.
Ao encerrar sua mensagem, Dourado que também é GCM deixou uma missão aos novos agentes: “Honrem a farda que vocês vestem, honrem a Guarda Civil de Cotia, suas famílias, seus colegas e honrem a população que vocês juraram proteger”.
Uma turma feita de muitas histórias
Por trás das 75 novas fardas também existem 75 trajetórias.
Há quem tenha vindo de longe para chegar até Cotia. É o caso do GC Remilson, que veio do Maranhão e, antes de ingressar na carreira, trabalhava como vendedor de picolé. Há histórias diferentes, sotaques diferentes, experiências diferentes, reunidos agora em um mesmo pelotão e em torno de uma mesma missão.
Essa diversidade foi lembrada pelo orador da turma, GC Raimundo, em um dos discursos mais emocionantes da noite.
“Somos diferentes estados em um só pelotão. Somos diversidade cultural e de conhecimentos”, disse.
A turma recebeu o nome de Pelotão Classe Distinta Márcia de Freitas Mizael, em homenagem à guarda que ingressou na corporação em agosto de 2000 e construiu uma trajetória de 25 anos na GCM, atuando tanto na área administrativa quanto operacional e no pelotão de motos. Márcia faleceu em setembro de 2025 e deixou, segundo os formandos, um legado de profissionalismo e uma referência especialmente importante para as mulheres da corporação.











